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imagem de uma sala de estar moderna com uma poltrona e uma parede 3D em um tom de rosa queimado

BLOG E DICAS

Conteúdos exclusivos sobre arquitetura, design de interiores para transformar seus espaços.

Descubra dicas sobre casa e ambientes, economia e planejamento, decoração e cores, antes e depois de projetos, conforto e bem-estar, além de inspirações da arquitetura pelo mundo.

DICAS, TENDÊNCIAS E INSPIRAÇÕES


Quando pensamos em escolher um porcelanato, é muito comum prestar atenção primeiro naquilo que conseguimos ver: a cor, o tamanho, o acabamento, o desenho e, claro, o preço.

Mas existe uma parte dessa escolha que nem sempre recebe a atenção que deveria: a especificação técnica do produto.

E ela pode fazer toda a diferença no resultado da obra.


Nem todo porcelanato é

indicado para qualquer ambiente


Um porcelanato pode ser lindo, sofisticado e ter exatamente o visual que você imaginou para o projeto. Mas isso não significa que ele seja adequado para qualquer lugar.

Antes de escolher o revestimento, é importante entender como aquele ambiente será utilizado.

Uma residência, por exemplo, possui uma rotina de uso muito diferente de uma loja, restaurante, padaria ou espaço comercial que recebe centenas de pessoas diariamente.

Em ambientes de maior circulação, é necessário avaliar produtos com características e especificações adequadas para alto tráfego e uso intenso.


Uma das informações que podemos encontrar nas especificações de revestimentos esmaltados é o PEI, relacionado à resistência à abrasão superficial.

Segundo a Incepa, a resistência à abrasão superficial está relacionada à capacidade da superfície esmaltada de resistir ao desgaste causado pelo tráfego de pessoas e pelo movimento de objetos. A classificação segundo o PEI vai de uso leve até uso super intenso. Então você precisa verificar nas informações do revestimento qual classe PEI ele é, e analisar o tráfego que existirá no ambiente onde você irá colocá-lo para escolher o modelo correto.



É justamente por isso que a classificação PEI ajuda a indicar onde determinado produto pode ser utilizado, considerando a intensidade de uso do ambiente.

Mas atenção: o PEI não deve ser o único critério na escolha do revestimento.


É importante analisar a ficha técnica completa do produto e verificar todas as características e recomendações do fabricante para o ambiente onde ele será instalado.

Isso porque cada espaço possui necessidades diferentes. Além do tráfego, podem ser importantes características como resistência ao escorregamento, absorção de água, tipo de acabamento, resistência mecânica e outras especificações.

Ou seja, não existe uma única informação que determine se um porcelanato é adequado ou não. A escolha precisa considerar o conjunto das características do produto e o uso do ambiente.



Um exemplo

Fotografia em ângulo plongée focando o chão de porcelanato claro com veios acinzentados estilo mármore. No topo do enquadramento, veem-se os pés de madeira de uma cadeira apoiados sobre o piso brilhante todo riscado

Recentemente, encontrei um caso em que um porcelanato Calacata polido havia sido utilizado no piso de uma padaria.

O resultado, depois de um período de uso, foi um piso bastante riscado e com a aparência comprometida.

E aqui existe um ponto importante: o problema não é simplesmente o porcelanato ser polido.

A questão é entender se o produto escolhido era realmente adequado para aquele ambiente e para a intensidade de uso que ele receberia.

É justamente por isso que a especificação deve acontecer antes da compra.


Escolhendo o

Porcelanato certo


Antes de se apaixonar pelo revestimento pela aparência, vale dar uma olhada com atenção na ficha técnica do produto.


Além da estética e da classificação de resistência, é importante verificar qual é a indicação de uso daquele porcelanato.

O fabricante informa para quais aplicações o produto é adequado, e isso pode variar bastante.


Por exemplo, é importante verificar se o revestimento pode ser utilizado:

  • Em pisos;

  • Em paredes;

  • Em áreas internas ou externas;

  • Em fachadas;

  • Em áreas de alto tráfego;

  • Em áreas molhadas;

  • Em ambientes residenciais ou comerciais.


    Tabela informativa com o título "INDICAÇÕES DE LOCAL DE USO" acompanhado por um ícone de três pessoas. Abaixo, há uma lista de classificações por letras: LA (Parede), LB (Residencial), LC (Residencial em geral e comercial leve), LD (Comercial) e LE (Alta performance), acompanhadas de descrições detalhadas do tipo de tráfego e locais recomendados para cada nível.
    Tabela indicativa de local de uso do revestimento Fonte: Biancogres

Nem todo produto é indicado para todas essas situações.

Um revestimento desenvolvido para parede, por exemplo, não deve simplesmente ser escolhido para um piso porque possui o visual que você procura. Da mesma forma, um produto indicado para áreas internas pode não ter as características necessárias para uma aplicação externa ou em fachada.

Na arquitetura, não adianta escolher apenas o revestimento mais bonito.

A escolha precisa considerar o conjunto: estética + funcionalidade + uso + durabilidade.

Um porcelanato pode transformar completamente um ambiente, mas quando a especificação é feita de maneira inadequada, aquilo que deveria ser um investimento pode acabar se tornando um prejuízo.

E é aí que entra a importância de contar com um profissional que saiba não apenas escolher o que fica bonito, mas também qual produto faz sentido para cada situação.


Antes de escolher o próximo porcelanato, lembre-se:


Não escolha apenas pelo que você vê.

Leia a ficha técnica, entenda o uso do ambiente e confira se aquele produto é realmente indicado para o local.

Porque escolher o revestimento certo não é apenas uma questão de estética.


Ser arquiteto não é só criar projetos bonitos. É fazer escolhas que funcionam na prática e continuam fazendo sentido no futuro. 


Gostou dessa dica? 

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Mulher ruiva com moletom manchado de tinta segura um balde e um pincel, em fundo branco, com expressão tranquila.

Usando o círculo cromático você conseguirá fazer combinações lindas sem ter medo de errar!







CÍRCULO

CROMÁTICO


O círculo cromático, que serve para facilitar a visualização e combinações entre as cores de maneira que fiquem harmoniosas e nos ajuda a decidir a paleta de cores do nosso ambiente.


Roda cromática circular com tons do azul ao vermelho sobre fundo branco, com anéis concêntricos e linhas brancas.

O círculo cromático é formado por 12 cores:


  • 3 cores primárias


  • 3 cores secundárias, que são formadas a partir da mistura entre as cores primárias


  • 6 cores terciárias, que são formadas a partir da mistura entre as cores primárias e secundárias

    Três gráficos circulares coloridos em anéis sobre fundo branco, sem texto, com segmentos em azul, verde, roxo, laranja e vermelho.
    Cores Primárias Cores Secundárias Cores Terciárias


SATURAÇÃO

No círculo também temos as variações de tons de cada cor, que é determinada pela saturação. A saturação define a intensidade de uma cor. Quanto mais branco é adicionado, menos saturada ela fica; quanto menos branco, mais intensa ela é.


Gráfico em funil azul com Cor Matiz e níveis 100%, 80%, 60%, 40% e 20%, com rótulos cortados nas laterais.
A cor pura é chamada de matiz, e suas variações criam tons monocromáticos

TEMPERATURA

DAS CORES


As cores podem ser divididas em frias e quentes. As frias transmitem sofisticação e tranquilidade, enquanto as quentes criam ambientes mais acolhedores, descontraídos e convidativos.



Roda de cores circular com linha preta diagonal sobre fundo azul e vermelho, em estilo gráfico.
A temperatura das cores ajuda a definir a sensação que o ambiente irá transmitir



COMO COMBINAR CORES USANDO O CÍRCULO CROMÁTICO


O círculo cromático é uma ferramenta que ajuda a criar combinações harmoniosas e equilibradas para os ambientes.



Gráfico circular colorido em arco-íris com setores cinza e amarelo sobre fundo branco.

Cores Análogas


São as cores que ficam lado a lado no círculo cromático. Elas criam composições suaves, harmoniosas e agradáveis aos olhos.







Roda de cores com setores em arco-íris, forma cinza central e linha diagonal, com pequeno hexágono amarelo.

Cores Complementares


Esta combinação é criada a partir de uma cor que é ligada com as cores análogas à sua cor complementar. Ela também promove contraste, mas um pouco menos que as cores complementares.






Gráfico de círculo cromático com triângulo interno e linhas pretas ligando três pontos, em tons vibrantes.

Cores Meio Complementares


Esta combinação é criada a partir de uma cor que é ligada com as cores análogas à sua cor complementar. Ela também promove constraste, mas um pouco menos que as cores complementares.






As cores neutras, como branco, preto e cinza, combinam com qualquer paleta e ajudam a equilibrar a composição dos ambientes.


Jovem sorridente com coque, segurando paleta de tintas coloridas, com mancha azul no rosto, em fundo branco.

O círculo cromático é uma ferramenta simples que auxilia na criação de combinações mais harmoniosas e cheias de personalidade.


 
 
 

Atualizado: 25 de ago.


Esse é um daqueles projetos que mostram como a arquitetura precisa acompanhar as mudanças que acontecem no caminho.

Tudo começou em uma sala de apenas 5,24 m². O desafio era fazer caber tudo o que a cliente precisava: uma área de trabalho, espaço para armazenamento e um ambiente confortável para os atendimentos, sem deixar a sala apertada.


PROJETO SALA 5M²


Mas, antes mesmo da execução, surgiu a oportunidade de alugar uma sala maior no

mesmo prédio. Então, em vez de começar um projeto totalmente novo, adaptamos o conceito que já havíamos desenvolvido para o novo espaço.

A cliente já tinha em mente que gostaria de um consultório em tons de rosa, e essa identidade foi mantida no novo projeto. Aproveitamos o espaço extra para distribuir melhor cada ambiente, deixando tudo mais funcional e confortável.

No espaço de atendimento, optamos por um sofá em vez de duas poltronas. Além de acomodar melhor as sessões em que pais e filhos participam juntos, ele também proporciona mais conforto para os pacientes e deixa o ambiente ainda mais acolhedor.

As arandelas foram outro detalhe que fez toda a diferença. Elas ajudam a criar uma iluminação mais aconchegante e tornam o consultório ainda mais agradável para quem chega.


PROJETO SALA 8M²


Agora, com a nova sala de 8 m², conseguimos pegar exatamente a mesma ideia e distribuí-la de uma forma muito mais ampla, confortável e equilibrada, sem perder a essência que a cliente havia aprovado desde o início.

Esse é um ótimo exemplo de como um bom projeto não depende apenas do tamanho do ambiente, mas de um planejamento inteligente. E quando surge uma oportunidade de ganhar mais espaço, o resultado pode ficar ainda melhor.


ANTES X DEPOIS

SALA 8M²


E aí, o que você achou dessa transformação?

Às vezes, uma mudança de planos pode trazer um resultado ainda melhor. Neste projeto, conseguimos manter a essência da ideia inicial, mas aproveitando um espaço muito mais amplo e funcional.

Conta pra gente: você gostou mais da proposta da sala de 5 m² ou da versão final?

 
 
 
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